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"Como trabalhar bem com os outros? Como entender os outros e fazer-se entender? Por que os outros não conseguem ver o que eu vejo, como eu vejo? Por que não percebem a clareza das minhas intenções? Por que interpretam erroneamente meus atos e palavras e complicam tudo? Por que não podemos ser objetivos no trabalho e deixar problemas pessoais de fora? Vamos ser práticos e deixar sentimentos de lado..." Quem já não pensou assim, alguma vez, em algum momento ou situação? Desde sempre, a convivência humana é difícil e desafiante. Escritores e poetas, através dos tempos, têm abordado a problemática do relacionamento humano. Sartre, em sua admirável capacidade fez a famosa afirmação: "O inferno são os outros." Estamos realmente condenados a sofrer com os outros? Ou podemos ter esperança de alcançar uma convivência satisfatória e produtiva? Pessoas convivem e trabalham com pessoas, isto é, reagem às pessoas com as quais entram em contato: comunicam-se, afastam-se, entram em conflito, competem, colaboram, desenvolvem afeto. Interferências ou reações, voluntárias ou involuntárias, intencionais ou não-intencionais, que constituem o processo de interação humana, em que cada pessoa na presença de outra pessoa não fica indiferente a essa situação de presença estimuladora. O processo de interação humana é complexo e ocorre permanentemente entre pessoas, sob forma de comportamentos manifestos ou não-manifestos, verbais e não-verbais, pensamentos, reações mentais e/ou físico-corporais. Assim um olhar, um sorriso, um gesto, uma postura corporal, um deslocamento físico de aproximação ou afastamento constituem formas não-verbais de interação entre pessoas. Mesmo quando alguém vira as costas ou fica em silêncio, isto também é interação -tem um significado, pois comunica algo aos outros. O fato de "sentir" a presença dos outros já é interação.. Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante do que a velocidade. Se você abre uma porta você pode ou não entrar em uma nova vida. Você pode não entrar e ficar observando a vida. Mas se você vence a dúvida, o medo, e entra, dá um grande passo nesta sala, vive-se. Mas, também, tem um preço. São inúmeras outras portas que você descobre. Às vezes, quebra-se a cara, às vezes curte-se mil e uma. O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta. A vida não é rigorosa. Ela propicia erros e acertos. Os erros podem ser transformados em acertos quando com eles se aprende. Não existe a segurança do acerto eterno. A vida é generosa. A cada sala que se vive, descobrem-se tantas outras portas. E a vida enriquece quem se arrisca abrir novas portas. Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas. Mas a vida também pode ser dura e severa. Se você não ultrapassar a porta, terá sempre a mesma porta pela frente. É a repetição perante a criação, é a monotonia monocromática perante a multiplicidade das cores, é a estagnação da vida... Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens...
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